Era uma vez uma garotinha, que como condição para ficar sozinha durante alguns períodos do dia exigiu de seus pais um animal de estimação, mais precisamente, uma gatinha. Eis que então, após algum tempo, ela ganha uma linda gatinha siamesa, com poucos dias de vida. Batizou-a de Tica. Tica cresceu rápido e tornou-se uma gata exuberante, porém, geniosa. Quando não gostava de alguém, não dava outra, partia pra briga. Depois de encontrar, provavelmente, outra família ou aventuras, Tica foi embora, e a garotinha de tanto sentir a sua falta ficou doente. Seus pais, para que a menina pudesse voltar a sorrir e ter a sua companheirinha, compraram outra gatinha, que dessa vez foi batizada de Tininha. Era a gatinha mais linda de todas as que a garotinha já tinha visto. Parecia que uma tinha sido feita para a outra. Nasceu ali um amor que ninguém mais podia entender. Tininha era sua companheira de todas as horas, e sabia exatamente quando a sua pequena dona mais precisava de carinho. Tininha teve vários filhotes, várias vezes, e a garotinha até ficou com uma de suas filhas. Mas seu amor por Tininha continuava a crescer. Certa vez, Tininha resolveu se aventurar e fugiu de casa. Cada dia era um tormento para a sua dona. Quanto mais tempo passava, mais ela chorava. No entanto, no fundo de seu coração ainda havia a esperança de encontrar sua companheirinha viva, mesmo que todas as pessoas falassem ao contrário. Eis que um dia, enquanto a menina e sua mãe assistiam televisão na sala, ouve-se um miado, fraco, porém decidido ao lado de fora da casa. Sua mãe, imaginando que fosse o miado da Doce (filha da Tininha), pediu que a garotinha abrisse a porta. A garotinha, por vez, afirmava que o miado não viera da filha, mas sim da mãe. E ela tinha razão. Ao abrir a porta, viu uma gatinha (praticamente branca) encostada ao lado do muro. Estava tão magra que nem parecia que pudesse andar. A garotinha chamou insistentemente por Tininha, que respondeu e veio correndo ao seu encontro. Era quase impossível de acreditar: sete meses e ela tinha voltado. Não tinha esquecido da sua amiga. Os minutos que se seguiram foram de emoção e carinho. A gatinha não sabia se comia ou se acariciava sua dona (sim, a gatinha acariciava o rosto da garotinha). O amor entre as duas tornava-se cada vez maior, e Tininha mostrava-se sempre com uma saúde impecável. Foram muitas as aventuras das duas. A garotinha cresceu e se tornou uma mulher e gatinha tornou-se uma linda gata. Tininha esteve presente quando sua dona chorava incessantemente pela morte de sua avó, e encostava seu rosto ao rosto dela, como que num gesto de compaixão, de carinho, de amor. Após algum tempo, descobriu-se em Tininha uma doença muito séria, e em um estágio muito avançado. Ela estava com câncer de mama e o nódulo tinha-se exteriorizado. Realizou-se a cirurgia e ela voltou pra casa. Passados 4 meses, Tininha começou a apresentar sintomas neurológicos, a andar em círculos e a não reconhecer mais as pessoas. Miava somente quando a sua garotinha a chamava, mas já não a conseguia ver.
Ela ainda dorme ao lado da garotinha, mas já não tem o mesmo brilho no olhar, e já não se sabe por mais quanto tempo seu coraçãozinho vai aguentar. Uma história de 15 anos não acaba da noite pro dia. E eu sei que ela me fez muito feliz, assim como eu também a fiz.
Hoje eu não quero, eu não aceito ter que sacrificá-la. Gostaria de ter a minha Tininha ao meu lado. Sempre achei que ela pudesse ser imortal, e o câncer me tira a felicidade novamente: primeiro meu avô, depois a minha vó e agora a minha grande companheira.
O que eu consigo dizer de hoje é que a vida é injusta, e que me dói muito ver como minha companheira está agora.
Meu post de hoje é dedicado à minha grande companheira, grande amiga, grande amor.
Ela ainda dorme ao lado da garotinha, mas já não tem o mesmo brilho no olhar, e já não se sabe por mais quanto tempo seu coraçãozinho vai aguentar. Uma história de 15 anos não acaba da noite pro dia. E eu sei que ela me fez muito feliz, assim como eu também a fiz.
Hoje eu não quero, eu não aceito ter que sacrificá-la. Gostaria de ter a minha Tininha ao meu lado. Sempre achei que ela pudesse ser imortal, e o câncer me tira a felicidade novamente: primeiro meu avô, depois a minha vó e agora a minha grande companheira.
O que eu consigo dizer de hoje é que a vida é injusta, e que me dói muito ver como minha companheira está agora.
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